Escolhas...

quarta-feira, 11 de junho de 2008


Quais são as escolhas reais de uma pessoa, quais são suas verdadeiras identidades e sentimentos? Dizem que a receita para a felicidade é fazer aquilo que se gosta, e que se quer. Mas diante dessa afirmação surge a duvida de o que realmente se gosta, do que realmente se tem vontade?
Somos criados dentro de uma sociedade onde tudo é padrão, cultura, pensamento, gostos, estilos, vontades e liberdade. É como se viéssemos de uma fabrica, onde somos pré-programados, tanto no pensamento, quanto na forma. Vivemos sobre uma ditadura, e achamos que temos o poder da liberdade em nossas mãos.
A globalização deu forte contribuição para acelerar o processo de padronização do ser humano, onde se perdeu (ou talvez nunca tenha se achado) a verdadeira identidade e originalidade pessoal, agora tudo e todos são iguais. O que move a “máquina humana” é o consumismo, e o que consumimos é aquilo que cobiçamos, e cobiçamos aquilo que vemos. Dessa maneira controlar aspectos de uma população é o mesmo que programar um sistema, diga para ele fazer aquilo, ou aquele outro, e ele executara a ordem dada. A publicidade é a chave neste sistema de programação, pois é por ela que se passa o que se deve fazer e comprar, o que se deve Ter, e como se deve ser.
A ilusão em que se vive, criada por aqueles ou aquilo que nos controla, é que deve-se fazer aquilo que o ser humano nasceu para fazer: nascer, adquirir conhecimento, se tornar alguém na vida, casar, reproduzir, e morrer.
Em meio a essa forma de viver, onde se encaixa a liberdade, já que não se faz tudo aquilo que se quer por não haver o direito de se expressar, pois as leis e normas sobre as quais vivemos repreendem a liberdade de expressão. Onde se encaixa o poder de escolher a vida que se quer Ter, pois se alguém adere a uma outro modo de vida é descriminado.
Assim a natureza humana, pode ser comparada a um sistema de defesa, pois se algo desconhecido entra em nosso sistema, ou tentamos elimina-lo, ou tentamos transforma-lo naquilo que é aceito por todos, aquilo que é permitido. Você só é totalmente aceito na sociedade se sua pessoa se encaixar no padrão social.
Quando e onde somos realmente nós mesmos? A realidade virtual nada mais é do que a realidade que muitos gostariam de viver, mas não podem, já que no mundo “real” isso, ou não existe, ou não é permitido. Na forma em que se vive hoje, é difícil destinguir o real do virtual.
Buscamos na fantasia, e no irreal a liberdade de nossas próprias escolhas, a liberdade de se fazer aquilo que realmente se quer fazer, da maneira que se quer fazer. E a liberdade, seria poder fazer uma escolha sem medo, sem temer a punição ou repreensão. Mas será que vivemos na fantasia ou realidade?






















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